Acredite! Os robôs não irão “roubar” os empregos dos humanos

11/13/2017  —  By

Diferente do que muita gente pensa, o número de robôs em diversas áreas de trabalho não é o responsável pelo número de desemprego. Conforme dados de uma pesquisa feita pelo Instituto de Mercado de Emprego alemão, o que ocorre é que a robotização e digitalização promoveram grandes mudanças simultaneamente no ensino profissional, portanto, o que será preciso é de mais pessoas especializadas no mercado de IT e no de educação.

De acordo com um dos autores da investigação, professor Enzo Weber. a digitalização trouxe uma nova realidade ao mercado de trabalho.  Obviamente, muitos empregos se tornam dispensáveis devido a ela. Porém, os investigadores afirmam que este processo não é exatamente o responsável pelo desemprego elevado, afinal, por meio de novas tecnologias, novos empregos também são criados.

A verdade é que, ao mesmo tempo em que as tecnologias surgem, as especializações e qualificaçõe sprofissionais também devem acompanhar o ritmo e formar profissionais capacitados.

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Quanto ao surgimento dos robôs em diversas áreas de trabalho, a Alemanha está no quinto lugar do ranking mundial, após Coreia do Sul, Singapura, Estados Unidos e Japão. Para cada 10 mil trabalhadores, existem 309 robôs atualmente na Alemanha.

Embora muitos trabalhadores tenham receio de perder seu emprego para a inteligência artificial, de modo que possam assumir as mesmas responsabilidades de um humano, não é de agora que robôs atuam em diversas atividades. E ainda assim, existem milhares de pessoas trabalhando normalmente na Alemanha.

Enzo afirma que, mesmo daqui cinco anos, não haverá queda no índice de empregos por culpa da digitalização, afinal não é de imediato que um robô pode substituir o trabalho manual, de forma a causar demissões em massa. O que o mercado visa é a especialização e a educação tecnológica de pessoas já atuantes em sua atividade.

Os empregos que surgiram recentemente e tendem a crescer, serão na área tecnológica. Outras áreas que tendem a necessitar de profissionais capacitados em um futuro próximo é a da previdência social e da saúde.  A realidade é que o mercado irá precisar da competência de pessoas que correspondam às novas necessidades do mercado.

Enzo crê que ainda existem muitas áreas onde não é necessária a presença de máquinas e sim, de seres humanos, como na área d educação e áreas particulares da saúde.